O conflito entre Israel e o grupo islâmico Hamas entrou no segundo dia hoje (8), com o registro de novas explosões na Faixa de Gaza. Até o momento, o ataque do Hamas e a reação israelense deixaram mais de 500 mortos, segundo autoridades.
O que aconteceu
- Além das explosões registradas na Faixa de Gaza neste domingo, militares israelenses disseram que novos ataques foram feitos contra o norte de Israel e partiram do Líbano.
- O grupo Hezbollah assumiu a autoria dos novos ataques, classificando-os como uma "solidariedade" ao povo palestino.
- Os alvos seriam três postos militares em uma área conhecida como Fazendas de Shebaa, segundo o Hezbollah. A área é ocupada por Israel desde 1967 e é reivindicada pelo Líbano.
- Israel respondeu aos ataques do Hezbollah disparando barragens de artilharia contra o sul do Líbano. Não há informações sobre vítimas.
Conflito começou com ofensiva surpresa
- O Hamas lançou uma ofensiva surpresa contra Israel no início da manhã de sábado (7), que incluiu o lançamento de foguetes e a infiltração de terroristas armados em território israelita.
- O bombardeio contra Israel deixou ao menos 300 mortos e 1.590 feridos, segundo serviços de emergência israelenses citados pela imprensa local. O início da ofensiva ocorreu às 6h (0h de Brasília) do sábado.
- O grupo islâmico Hamas assumiu a autoria do ataque. Na contraofensiva de Israel, jornais locais da Faixa de Gaza dizem que ao menos 256 palestinos foram mortos, enquanto 1.788 ficaram feridos.
- O comandante militar do Hamas, Mohammad Deif, informou que 5 mil foguetes foram lançados da Faixa de Gaza contra Israel no primeiro dia de ataque.
- Após o ataque, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convocou uma reunião de emergência com autoridades de segurança e lançou uma operação contra os terroristas em Gaza.
Netanyahu fala em 'inimigos destruídos'
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou no sábado que o exército do país destruiu a "maior parte" das forças inimigas que penetraram no território" israelense.
O que o premiê disse
- Na rede social X (antigo Twitter), Netanyahu afirmou que o país está "embarcando em uma guerra longa e difícil", alegando que a contraofensiva foi "imposta por um ataque assassino do Hamas".
- "A primeira fase [da nossa ação] termina nestas horas com a destruição da maior parte das forças inimigas que penetraram no nosso território", informou o primeiro-ministro.
- O primeiro-ministro também anunciou que, ao mesmo tempo, o exército israelense iniciou uma formação ofensiva, que "continuará sem reservas e sem tréguas" e prosseguirá "até que os objetivos sejam alcançados".
- "Restauraremos a segurança dos cidadãos de Israel e venceremos", finalizou o primeiro-ministro de Israel.
UOL