Até a semana nunca tinha ouvido falar em Taylor Swift. Não sei se ela canta forró, brega ou rock. Imagino que ela seja uma espécie de Ricardo Chaves que canta em inglês. Ou seja, alguém que quando adolescente pode parecer interessante, mas com o passar do tempo seja ridículo gostar.
Muita gente foi de fralda geriátrica para poder mijar a vontade e não sair de perto do palco. Tinha água para vender, mas ninguém queria ir comprar para não sair de perto do local que a cantora ia fazer o show. Isso explica muito do que aconteceu.
Nesses show, o bar é muito importante para ajudar nos custos dos produtores do evento. Então é natural que não possa levar bebidas. Aí tem que ir comprar e sair do local "reservado" no pé do palco. O que aconteceu no show da Taylor Swift foi a chamada loucura coletiva com calor em excesso, deu a bronca. Mas antes de qualquer culpa dos organizadores, temos que observar a inconsciência dos fãs. Ninguém melhor que a própria pessoa para cuidar do seu corpo. Não é normal ir de fraldas para um show, ficar mais de 10 horas esperando para ficar perto do "ídolo".
Quem foi para o show de forma consciente, não teve problemas. Sentiu muito calor, mas aí tem que ver com o sol. Regiões quentes fazem calor. Basta perguntar a algum morador de Mossoró ou Caicó o que é torrar no sol. Mesmo porque o show aconteceu em um estádio de futebol, aberto. Então o clima era o mesmo que o ambiente externo. A questão da sensação térmica era o aglomerado para quem queria ficar a todo custo (inclusive da própria vida) perto do palco.
Ninguém deve colocar um ídolo acima dos riscos, inclusive da saúde (física, mental e financeira). Que esse show seja uma lição para os próprios jovens que de forma inconsequente muitas vezes ultrapassam os seus próprios limites.
Nós somos responsáveis por nossas atitudes. No Brasil temos que terceirizar sempre a culpa. Estamos vivendo uma loucura tão grande que o ministro da justiça Flávio Dino baixou uma portaria obrigando a distribuição de água potável em shows. Só faltou obrigar colocar um garçom para cada ingresso vendido. Um pouco mais de consciência teria evitado muito do que aconteceu.
Então, em vez de culparmos terceiros, vamos conversar e educar nossos filhos. Nem Taylor Swift ou Ricardo Chaves merecem a insanidade de nenhum fã.