Nas últimas 24 horas tive que assistir inúmeros vídeos do Crente Trader, Mário Borges, do grupo M7, responsável por passar calote de mais de R$ 15 milhões no RN.
Ele é bizarro, ridículo e sem conteúdo. É um caso quase único de a culpa ser da vítima. Quem colocou R$ 100 na mão de Mário queria ser enganado, só pode.
Ele viajou para Europa, conheceu Dubai, andava de carros importados, dizia que a av Afonso Pena era a Wall Streat potiguar. Se dirigia ao púbico com um "fala, meus diretores" e vendia que era muito rico. O problema que a riqueza de Mário era com o dinheiro dos outros.
Mário tentava motivar as pessoas, ele era o reflexo do sucesso. E os bestas acreditavam, entregando o patrimônio para o Crente Trader "administrar". De vendedor de loja de instrumentos musicais com salário de R$ 1.500 para o topo do mundo.
Na frente de uma tela de computador mostrava resultados financeiros mirabolantes para quem quer ser enganado. Não tem cabimento alguém cair nas histórias de Mário sem ser muito ingênuo. A promessa era de ganhos de 6% ao mês, mudança de vida, foco para a transformação.
Até a Câmara Municipal de Natal caiu nas lorotas de Mário, ele foi homenageado (?). Só não entendo qual o feito dele. Diferente de outro trambiqueiro, Antônio Neto da Braiscompany de Campina Grande, o Crente Trader estava mais para uma figura cômica.
Além do calote, a pessoa que foi enganada por Mário tem que olhar para si próprio e perguntar: Como fui tão besta? A culpa é muito mais de quem perdeu o dinheiro que do próprio Mário. Cair nas lorotas do Crente Trader é um caso para ser estudado.