A plataforma Celular Seguro, aplicativo do governo que bloqueia smartphones e aplicativos digitais, em caso de perda, roubo ou furto do aparelho, ultrapassou a marca de 500 mil cadastros de usuários, até as 15h de sexta-feira (22), portanto, três dias após o lançamento feito pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com a Agência Nacional de telecomunicações (Anatel) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
Ao todo, a ferramenta recebeu 2.544 alertas de usuários referentes a perdas, roubos ou furto de aparelhos, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O aplicativo Celular Seguro que permite o bloqueio completo de celulares roubados ou furtados. A ideia é inutilizar o aparelho rapidamente e de modo remoto para evitar que criminosos tenham acesso aos dados da vítima.
O lançamento partiu de um acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) por meio do fornecimento do código IMEI (número único de identificação do aparelho - que pode ser acessado nas configurações do celular).
O aplicativo está disponível para ser baixado gratuitamente pelaApp Store (iPhone - clique aqui para baixar) e Google Play (Android - clique aqui para baixar). Para ter acesso às funcionalidades, é necessário ter uma conta no domínio do governo gov.br. O perfil é o mesmo usado para declarar Imposto de Renda ou ter acesso à carteira de habilitação digital.
No ato do cadastro, o usuário poderá indicar uma pessoa de confiança que poderá fazer o bloqueio em caso de roubo ou furto com apenas um clique. Alternativamente, a vítima poderá realizar o pedido de inutilização ela própria assim que tiver acesso à conta novamente.
O corte das linhas telefônicas, porém, entrará em vigor até fevereiro de 2024.
Caso o aparelho seja recuperado, o usuário terá que entrar em contato com a operadora de telefonia e com os demais parceiros do Projeto Celular Seguro, como bancos e aplicativos, para reativar seus acessos.
No ano passado, cerca de 1 milhão de celulares foram roubados ou furtados, sendo 30% deles em São Paulo. Desse total, cerca de 508 mil foram roubados e 490 mil furtados.
Quadrilhas usam os aparelhos roubados para acessar contas bancárias e realizar golpes em nome da vítima. Além, de claro, tentar repassar o celular, por meio de revenda.
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