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Advogados da Braiscompany orientam funcionários a procurarem assistência jurídica

Advogados da Braiscompany, empresa paraibana investigada por crimes contra o sistema financeiro e o mercado de capitais, emitiram um comunidado nesta quinta-feira (23), orientando os funcionários a procurarem assistência jurídica particular de forma individual. O g1 teve acesso ao documento e confirmou a veracidade dele com o escritório de advocacia que o emitiu.

Os advogados também recomendaram que empregados e prestadores de serviço interrompam as publicações nas redes sociais e as assinaturas de novos contratos para que as ordens judiciais sejam totalmente cumpridadas.

Ao g1, o escritório de advocacia informou que o comunicado foi enviado “devido aos inúmeros questionamentos dos colaboradores acerca do que fazer diante da suspensão das atividades da empresa”.

A explicação dada aos colaboradores no documento é o bloqueio de contas vinculadas a Braiscompany, após operação Halving. As contas da própria empresa também foram bloqueadas e o Ministério Público recomendou à Binance o bloqueio de qualquer movimentação nas contas dos sócios diretores.

Os advogados também citam o pedido de prisão dos sócios da empresa, Antônio Neto Ais e Fabricia Ais, que estão foragidos, segundo a Polícia Federal. "Portanto, a empresa, por opção própria, não tem diretores aptos a responder indagações administrativas", informam.

Os advogados também informaram que não podem dar qualquer orientação a respeito do direcionamento da empresa. “Sequer foi demandado para ajuizar ação de recuperação judicial ou de falência, nem recebeu informações sobre possíveis fundos da empresa capaz de fazer a empresa se recuperar” , explicam no comunicado.

Entenda o caso
A empresa captava investidores sob a promessa de investimentos em criptomoedas com retorno de 8% ao mês, e após atrasos, passou a ser suspeita de golpe de milhões.

Segundo a PF, nos últimos quatro anos, foram movimentados cerca de R$ 1,5 bilhão em criptomoedas, em contas vinculadas aos suspeitos, sócios da Braiscompany, que estão foragidos.

Idealizada pelos sócios Antonio Neto Ais e Fabrícia Ais, a Braiscompany é especialista em gestão de ativos digitais e tecnologia blockchain. Os clientes convertiam seu dinheiro em ativos virtuais, que eram "alugados" para a companhia e ficavam sob gestão dela pelo período de um ano. Os rendimentos dos clientes representavam o pagamento pela "locação" dessas criptomoedas.

Denúncias feitas nas redes sociais deram início ao caso, que desde o dia 6 de fevereiro passou a ser investigado também pelo Ministério Público da Paraíba.

Milhares de campinenses, motivados pelo boca a boca entre parentes, amigos e conhecidos, investiram suas economias pessoais sob a promessa de um ganho financeiro ao redor de 8% ao mês. É uma taxa considerada irreal pelos padrões usuais do mercado.

G1PB

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