O Brasil não enviou um documento para Moscou ou para Kiev com uma proposta de plano de paz.
Uma reportagem publicada na semana passada pela agência russa oficial Tass afirmou que o governo russo estaria estudando “propostas de paz” do presidente Lula para a Ucrânia.
“Tomamos nota das declarações do presidente do Brasil sobre o tema de uma possível mediação“, disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin, na nota da Tass.
Em alguns veículos de imprensa, a reportagem russa foi interpretada como se um documento tivesse sido de fato enviado.
Mas, segundo o Itamaraty, não há até agora documento algum, nem sequer um esboço. Só o que existem são conversas.
Os diplomatas esperam que Lula aborde o assunto da Ucrânia em um encontro com o ditador chinês Xi Jinping no final de março.
Qualquer papel mais concreto do Brasil na guerra demandaria, antes, uma sinalização positiva tanto da Rússia quanto da Ucrânia. “O que existe por enquanto é muita vontade de contribuir“, afirma uma fonte do Itamaraty.
O Antagonista