A 8a Caminhada de Conscientização do Autismo será realizada neste domingo, dia 2 de abril, a partir das 15h, na Via Costeira de Natal. Pessoas com autismo, familiares, amigos, profissionais e apoiadores da causa vão vestir azul para comemorar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.
O principal objetivo da caminhada, que deverá reunir mais de mil pessoas, é ressaltar a importância da inclusão social; assim como divulgar informações sobre o transtorno do desenvolvimento que atinge mais de 2 milhões de brasileiros. O evento é organizado pelo grupo Mães Corujas Batalhadoras, Clínica Semeares, vereador Tércio Tinoco, Assembleia Legislativa do RN e Associação dos Pais e Amigos dos Autistas do RN.
De acordo com estudo científico divulgado semana passada pelo Centro de Controle de Prevenção e Doenças - CDC dos Estados Unidos, 1 em cada 36 crianças de 8 anos são autistas, o que significa 2,8% da população americana. O dado, que é a principal referência mundial a respeito da prevalência de autismo, chama ainda mais atenção por ser 22% maior que o verificado na pesquisa realizada em dezembro de 2021. No Brasil ainda não existe esse tipo de verificação; mas, no Censo 2022, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE fez a inclusão de pergunta sobre autismo no Questionário de Amostra. O resultado deverá ser conhecido em 2025.
Dificuldades na interação social e na comunicação são algumas das principais características dos autistas. Esses sintomas geralmente surgem nos três primeiros anos de vida, mas em alguns casos é possível perceber o atraso no desenvolvimento já nos primeiros meses do bebê. O autismo ainda não tem causa específica – as pesquisas sugerem influência genética, desordens metabólicas, infecções virais, grandes doses de antibióticos, toxinas, poluição, entre muitas outras questões – mas a verdade é que qualquer pessoa pode ter um filho dentro do Transtorno do Espectro do Autismo.
O autismo não tem cura, mas tem tratamento e é possível fazer muita coisa para ajudar nas dificuldades dessas pessoas. O desenvolvimento pode ser mais lento e um pouco diferente, mas todos conseguem evoluir quando são bem acompanhados e estimulados por familiares, médicos, terapeutas, escola, etc. Também é extremamente importante a conscientização da população, pois é através da informação que podemos combater preconceitos e ter a real inclusão social dos autistas. “Mais informação, menos preconceito” é, inclusive, o tema nacional da campanha de conscientização desse ano.