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Brasileiras que tiveram malas trocadas em aeroporto de SP são soltas na Alemanha, diz defesa

As brasileiras Jeanne Paollini e Kátyna Baía, presas em Frankfurt, na Alemanha, desde o início de março, foram soltas na manhã desta terça-feira (11), depois de autorização do Ministério Público alemão.

Segundo a defesa das duas mulheres, elas já foram liberadas e irão se encontrar com a advogada no consulado do país ainda nesta terça.

De acordo com a investigação da Polícia Federal brasileira, ambas saíram do aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia (GO), e fizeram escala no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), onde tiveram as etiquetas trocadas por um grupo criminoso com malas carregadas de drogas.

Ambas negaram, ainda segundo a PF, terem cometido o crime. Jeanne, médica veterinária, e Kátyna, empresária, são casadas.

PF realizou operação contra grupo que trocava bagagens

A polícia brasileira aponta uma série de evidências que comprovam que não há envolvimento das brasileiras com o transporte ilegal, pois não correspondem ao padrão usual das chamadas “mulas do tráfico”.

Foi realizada uma operação na semana passada para combate ao tráfico internacional de drogas por meio de troca de bagagens em aeroportos.

Em São Paulo, foram cumpridos seis mandados judiciais de prisão temporária contra funcionários de empresas terceirizadas que atuam dentro do aeroporto para as companhias aéreas.

As investigações apontam que o grupo criminoso enviou 40 quilos de cocaína para a Alemanha por meio da troca de bagagens. Na ação, o grupo criminoso retirava etiquetas da bagagem despachada e as colocava em malas contendo drogas.

O grupo ainda se dividia da seguinte forma: alguns trocavam as etiquetas e tiravam fotos das malas, enquanto outros realizavam o transporte da bagagem do terminal doméstico para o internacional.

Análise do caso na Justiça da Alemanha

A Justiça alemã realizou o trâmite para analisar a soltura das brasileiras e, conforme afirmou a Polícia Federal, as autoridades tratariam do assunto via Embaixada brasileira em Berlim. A audiência de custódia foi realizada no dia 5 de abril.

De acordo com a advogada de Jeanne e Kátyna, Luna Provázio Lara de Almeida, as autoridades alemãs pediram acesso às provas através do Ministério da Justiça do Brasil e do Itamaraty, que é o responsável no Executivo para envio de documentação relacionados a presos em outros países.

Nesse meio tempo, elas tiveram que encarar dias de prisão na Alemanha, relatando um cenário “desesperador”. “É uma cela pequena, bastante fechada. Elas não estão bem de saúde física e mental. Estão sofrendo muito”, relatou a advogada, à CNN, na última sexta-feira (7).

Nesta terça, segundo informações da advogada, o MP da Alemanha autorizou a soltura.

CNN Brasil

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