A Justiça do Rio de Janeiro acaba de deferir o pedido de recuperação judicial do grupo Petrópolis, o terceiro maior fabricante de cervejas do Brasil, dono de marcas como Itaipava, Crystal e Petra, entre outras.
A empresa, por meio dos seus advogados, Salomão, Kaiuca, Abrahão, Raposo e Cotta Advogados, afirma ter dívidas de R$ 2,2 bilhões e está sem capital de giro, consequência de queda nas vendas que se verifica desde 2021.
A juíza substituta da 5ª Vara Empresarial do Rio, Elisabete Longobardi, determinou que o grupo Petrópolis apresente em no máximo 60 dias um plano de recuperação judicial. E nomeou dois escritórios de advocacia para serem os administradores judiciais da RJ, o Zveiter e o Bruno Rezende — os mesmos, aliás, que já fazem este trabalho no caso da Americanas.
Também foram incluídos na recuperação judicial os braços do grupo que atuam na geração e comercialização de energia e no setor agropecuário.
A frágil situação financeira do grupo sucede outra crise: a da prisão do dono, Walter Faria, em 2019, pela Lava-Jato. Acusado de ter praticado lavagem de dinheiro para a Odebrecht, ele foi alvo da operação e, depois, se tornou réu em duas ações que chegaram ao STF: uma suspensa por Ricardo Lewandowski e outra encerrada por decisão de Gilmar Mendes.
Lauro Jardim - O Globo