A crise enfrentada por hospitais e planos de saúde com o aumento da sinistralidade pode virar uma avalanche, segundo fornecedores de materiais para cirurgias e tratamentos.
Além de um avanço da inadimplência, fornecedores relatam aumento na retenção do faturamento, ou seja, após a realização de um procedimento, alguns hospitais e planos demoram para liberar o documento necessário para a fatura, segundo Sergio Rocha, presidente da Abraidi (Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde).
Levantamento da entidade aponta que o volume pendente de faturamento chegou a R$ 1,085 bilhão neste ano, alta de quase 50% em relação ao monitoramento do ano passado. Isso representa 12% das receitas das distribuidoras e importadoras associadas à Abraidi.
"Quando o documento para o fornecedor faturar não é entregue, ele corre o risco de ter problemas fiscais. Se ele não tem nota de faturamento, pode ser autuado por sonegação. E por outro lado, isso não aparece como dívida no balanço do hospital ou plano de saúde", diz Rocha.
Painel S.A - Folha de São Paulo