No início da pandemia de Covid-19, o Parlamento aprovou uma lei criando medidas de socorro a empresas dos setores de entretenimento e turismo, duramente castigadas pelo longo período de isolamento social imposto pela crise sanitária.
Entre outros benefícios — válidos por cinco anos — para as empresas contempladas pelo programa, a norma estabeleceu descontos para a renegociação de dívidas tributárias e alíquota zero de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, PIS/Pasep e Cofins.
O texto recebeu uma série de vetos de Jair Bolsonaro e, ao voltar ao Parlamento, foi amplamente abastecido de emendas que incluíam uma série de setores que tentaram pegar carona no chamado Perse, sigla de Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos.
Nesta terça, a Câmara deve discutir esse novo texto, relatado pelo líder do governo na Casa, o deputado José Guimarães. Um dos idealizadores do socorro aos setores de turismo e entretenimento, o líder do PSB, Felipe Carreras, quer que o texto mais amplo não seja revisto. Na avaliação de Carreras, ao acatar a lista inflada de beneficiários do Perse, o relator pode acabar desfigurando o objetivo do programa.
Radar - VEJA