O ex-governador Robinson Faria tem tentado uma aproximação com o PT. Já deu carta branca para Artur Lira, presidente da Câmara, negociar.
Se Robinson quiser mesmo agradar a turma da esquerda, poderia ligar para a patricinha bolivariana Natália Bonavides e pedir a ela para juntar uma turma do MST com o intuito de invadir suas propriedades. Seria de fato revolucionário, uma demonstração inequívoca de sua nova postura de esquerda. Uma auto-invasão.
O voto de Robinson para a tramitação urgente da lei da censura é injustificável. O deputado neopetista disse que queria aprofundar o debate, mas como? Os debates são feitos nas comissões e o voto de Robinson atropelou justamente isso.
É aguardar o dia da votação, esperar que o deputado volte a ter consciência ou vai debandar de vez. A lógica seria, se a votação demorasse mais, menos força Lula teria para ter o poder de implantar a censura. A pressa de Robinson só fez bem a Lula. Mas a estratégia vai custar muito caro, Robinson hoje é detestado por petistas e bolsonaristas.
Robinson bolivariano é algo impensável, só falta aparecer com um boné do MST. Até lá, vou aproveitar que a lei apoiada por Robinson não entrou em vigor para falar dele.