Líderes do blocão de 170 deputados costurado por Arthur Lira farão uma reunião na próxima segunda-feira para verificar se há clima para votar o novo arcabouço fiscal proposto pelo governo Lula.
O presidente da Câmara está em contato frequente com Fernando Haddad, Gabriel Galípolo e técnicos do Ministério da Fazenda sobre o texto do projeto de lei – além, é claro, do relator, Claudio Cajado (PP-BA).
Mas há uma insatisfação generalizada no Congresso com a demora do Palácio do Planalto para atender às reivindicações de cargos federais nos estados e de pagamento de emendas ao Orçamento.
O grupo político de Arthur Lira ficou especialmente irritado com uma declaração de Rui Costa, da Casa Civil, sobre o modelo de privatização da Eletrobras.
Em entrevista recente à Globonews, o ministro disse que o governo tem de “ajustar aquilo que tem um cheiro ruim de falta de moralidade” na regra de que, independentemente de sua fatia de ações na empresa, a União só possa exercer o direito de até 10% do capital votante.
O líder do União Brasil na Câmara, Elmar Nascimento, foi relator da MP da Eletrobras. Ele e Rui Costa pertencem a grupos políticos rivais na Bahia.
O crescente volume de reclamações sobre a articulação política do governo Lula e a profusão de CPIs que Lira pretende instalar na semana que vem podem atrasar a votação do marco fiscal.
Radar - VEJA