O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira que o secretário-executivo da pasta, Gabriel Galípolo, será indicado para ocupar a diretoria de Política Monetária do Banco Central (BC). Haddad vai indicar, ainda, o servidor Ailton Aquino dos Santos para a diretoria de fiscalização da autoridade monetária.
— Conversei com o presidente Lula tem um tempo sobre essa minha intenção e ele chancelou os dois nomes, ele confi absolutamente nas pessoas que estão sendo indicadas. A primeira vez que ouvi o nome de Galípolo para o BC foi de Robero Campos Neto em uma reunião do G20 (grupo que reúne os 20 países mais desenvolvidos do mundo) — disse Haddad.
Para o lugar de Galípolo no Ministério da Fazenda, o ministro vai nomear o advogado Dario Durigan, que foi assessor especial de Haddad na prefeitura de São Paulo entre outubro de 2015 e dezembro de 2016, quando Haddad deixou o cargo. Desde janeiro de 2020, de acordo com seu currículo, Durigan era head de políticas públicas do Whatsapp no Brasil. É formado em Direito pela Universidade de São Paulo e mestre, também em Direito, pela Universidade de Brasília.
Primeiro negro indicado para BC
Aquino Santos é hoje auditor chefe do Banco Central e está na autoridade monetária há 25 anos. Ele será o primeiro diretor negro do BC. Tem sido uma diretriz do governo Lula aumentar a representatividade de negros e mulheres nos cargos de comando de seu governo.
As indicações de Galípolo e Aquino precisam ser aprovadas pelo Senado, processo que deverá levar algumas semanas. Segundo Haddad, durante esse tempo Galípolo vai preparar a transição para Durigan, que deixou o cargo na iniciativa privada.
— Gabriel vai interagir com Dario nas próximas semanas. Ele é conhecido da equipe econômica, atuou comigo na prefeitura e tem minha confiança — disse Haddad.
Galípolo deve assumir o ministério nesta semana em razão da viagem de Haddad, que embarca na noite desta segunda-feira ao Japão, onde participará de uma reunião do G7. O grupo reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, além da União Europeia.
Haddad vai ter uma série de reuniões bilaterais antes do evento oficial do G7. Uma das reuniões será com Deve discutir a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, e outra com o ministro da economia do Japão, Yasutoshi Nishimura. Além do Brasil, foram convidados representantes da Índia e da Indonésia para as reuniões.
O Globo