De dez dias para cá, quando, enfim, assumiu a articulação política do governo, Lula passou a usar mais o telefone. Auxiliares e aliados do presidente têm sido acionados com mais frequência, em ligações mais numerosas do que as que vinham sendo feitas por ele desde o início do governo, há seis meses.
Houve alteração também nos horários em que contatos acontecem: agora, o petista tem telefonado cada vez mais tarde, sem poupar a noite.
O que segue igual a antes é a resistência de Lula em ter o próprio celular. As chamadas são feitas pelos celulares de Janja ou dos auxiliares mais próximos no Palácio do Planalto.
Lauro Jardim - O Globo