O governo do estado pretende realizar concursos para diversos cargos nos próximos anos. Embora haja uma necessidade real, é preciso repensar os direitos desses futuros servidores. Um exemplo clássico é o cargo de auditor fiscal, que já foi muito importante, mas hoje, com a tecnologia, perdeu praticamente o sentido desses altos salários.
Não estou falando dos atuais, que têm salários acima de R$ 39 mil, mas dos futuros. Se abrir concurso com um cargo igual, só mudando a nomenclatura, mas com um salário de R$ 6 mil, garanto que terá mais de 100 mil candidatos qualificados para assumir a vaga.
É preciso retirar anuênios, quinquênios e qualquer penduricalho, além de limitar a aposentadoria ao teto do INSS. Juízes, membros do MP, procuradores, delegados e policiais ficariam de fora dessas novas regras.
Se medidas assim não forem tomadas, o estado afundará ainda mais, e viveremos apenas para pagar salários e direitos. É hora da população reivindicar direitos, cobrar serviços e exigir melhorias. Só os sindicatos fazem isso.
Lembro que essas medidas seriam para os futuros servidores. Por que devemos ficar reféns de quem ainda nem entrou? Se alguém quer viver bem, ter independência financeira, não será como funcionário público que conseguirá.