O senador Rogério Marinho chega amanhã no RN para assumir o PL. Ele vai tentar reformular o partido para a campanha de 2024, de olho em 2026. Porém, o principal desafio de Rogério é voltar a participar da política local. Sinceramente, não vejo nada de futuro em tentar ter protagonismo nacional (a não ser para a vaidade ou caso queira disputar a presidência).
No caso da engorda de Ponta Negra, Rogério está diretamente ligado ao fato, arranjou os recursos, mas até agora não deu uma palavra a respeito do boicote da governadora Fátima Bezerra à obra. Também não fala dos buracos das estradas, da tragédia da saúde ou da crise de segurança que o estado enfrenta. Rogério é senador do RN e tem que se preocupar com os temas de Natal, Mossoró, Parnamirim e demais cidades. Com o "protagonismo nacional", ele não vai chegar diretamente no povo, nem muito menos conseguirá votos.
A política é feita nos detalhes. Rogério tem que marcar território, delimitar sua área de guerra, participar do cotidiano do RN. Imagino que deva ser um saco tratar de coisas miúdas, da política de Macau ou de Pau dos Ferros, mas são nesses locais que há eleitores. São eles que elegem.
É hora de mudar de postura, sair do céu (o Senado) e voltar para o inferno (o RN governado por Fátima Bezerra). Rogério já teve uma experiência de ser um ótimo deputado federal e não conseguir renovar o mandato. Não pode repetir o erro, mesmo porque Rogério é a grande esperança de mudança do estado em 2026. Mas só vai conseguir se fincar a bandeira nas terras potiguares.