A histórica Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, encerrou suas atividades oficialmente nesta segunda-feira.
Clientes presentes no local compartilharam nas redes sociais que foram solicitados pelos funcionários a deixarem a livraria, após a confirmação do decreto de falência pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A decisão do tribunal foi emitida em maio, ao derrubar a liminar solicitada pela empresa para revisar o processo.
A icônica loja, localizada no centro de São Paulo, foi fundada em 1969 por Eva Hertz. Passou por uma expansão significativa em 2007, ocupando outras quatro lojas menores do edifício adjacente ao histórico Cine Astor. No entanto, a defesa da livraria confirmou que não há planos para reabertura no momento.
Falência
Livraria Cultura, uma das redes mais tradicionais do país, enfrenta forte crise desde 2015 devido ao declínio do mercado editorial. Atualmente a empresa concentra suas operações nos canais digitais.
Após mais de quatro anos em processo de recuperação judicial, a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível aceitou o pedido de falência da empresa. Em 2020, a Justiça já havia rejeitado uma solicitação de alteração no plano de recuperação, sinalizando a possibilidade de decreto de falência.
No início de fevereiro, a Justiça de São Paulo oficializou a falência da Livraria Cultura. No momento da entrada em recuperação judicial, a empresa já enfrentava problemas financeiros e reportava uma dívida de R$ 285,4 milhões, principalmente com fornecedores e bancos.
BAND