Sou alérgico, posso até um dia precisar, mas o projeto de lei do vereador Geovane Peixoto (confesso que não sabia nem que esse existia) quer obrigar estabelecimentos que vendem alimentos – como bares e restaurantes – a terem antialérgicos em estoque para o caso de urgências com clientes, é ridículo.
Aí vai ter já já o projeto de lei que vai obrigar a ter o remédio do coração, de diabetes, o remédio para dor de barriga, sem falar que vão obrigar a ter o esparadrapo, a gaze e será sem limites. É melhor obrigar a ter uma farmácia.
É por isso que o legislativo é desacreditado. Porque querem inventar a roda e as favas os custos. Outra coisa, qual será a marca do antialérgico? Será o garçom que vai prescrever? Ou o cozinheiro? Vão guardar o medicamento no caixa? Sinto saudade de Sandro Pimentel que queria o autoexame de cachorros e gatos. Era para misturar todos esses projetos num balaio só e jogar no lixo.
Todos os dias, meu ofício é comentar política, não sabia nem que esse Geovane era vereador. Observem a irrelevância da criatura. Aí surge com esse projeto. Estou sem paciência. Vou já escrever um conto com alguma putaria que é muito mais sério.