Quando pressiona Lula a realizar uma reforma ministerial, o Centrão quer conquistar o controle de pastas como Saúde, Integração e Cidades, que são conhecidas, entre outras coisas, como canais preferenciais de liberação de emendas parlamentares.
O grupo sabe que Fazenda, Casa Civil e Secretaria de Relações Institucionais são da cota pessoal do presidente da República e dificilmente serão negociadas com partidos e líderes do Congresso.
Apesar disso, parlamentares poderosos e até petistas querem que Lula dê um freio de arrumação na cozinha do Palácio do Planalto, com o objetivo de reduzir o bate-cabeça e a disputa de poder entre os seus principais ministros, como Rui Costa, Alexandre Padilha e Fernando Haddad. Entre os parlamentares predomina a queixa de que acordos costurados por Padilha são travados por Costa, que ainda minaria a atuação de Haddad, conforme análise feita também por integrantes da equipe econômica.
Rui Costa e Fernando Haddad são considerados potenciais candidatos a presidente. Um deles só terá chance de disputar o cargo pelo PT caso Lula desista do quarto mandato. O próprio presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), abordou a questão numa conversa que teve com Lula há cerca de um mês. Na ocasião, o deputado foi direto: “Diga que é candidato à reeleição e acaba logo com isso”.
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