O Nubank informou, nesta quarta-feira, que demitiu 296 funcionários no Brasil. O banco digital disse que as demissões se devem a “uma reestruturação da área de operações” e, por se concentrarem em funções administrativas, “não terão impacto no atendimento final ao cliente.” O banco tem cerca de 8 mil funcionários.
Embora a fintech não relacione os cortes à situação macroeconômica do pós-pandemia, eles se somam à onda de demissões por empresas de tecnologia no Brasil. Companhias de diversos tamanhos, como Meta, C6 e GetNinjas, promoveram milhares de demissões nos últimos meses, num momento em que os juros mais altos no Brasil e no mundo impactaram suas perspectivas de crescimento futuro e seu valor diante dos investidores.
De acordo com o Nubank, a fintech não prevê outras “reestruturações” do tipo e, “em outras áreas, seguimos um ritmo normal de contratações e desligamentos de acordo com nossos planos de negócios e desempenho de funcionários.”
“A área de Operações era dividida em unidades independentes focadas em cada produto, o que atendeu o período passado de expansão de um produto para uma plataforma multi-produtos. Agora, com um portfólio robusto, e após uma profunda análise de modelos e processos, foi identificada a necessidade de consolidar as equipes de produto em uma organização centralizada. Isso permitirá um atendimento ainda mais completo aos clientes e ganhos de escala, com uma gestão integrada de todos os produtos e serviços”, justificou-se a fintech em comunicado.
A empresa acrescentou que, além das demissões, grupos de funcionários já foram ou serão reposicionados internamente em outras funções e equipes.
O Nubank disse que ofereceu aos demitidos um pacote de benefícios que inclui salários adicionais por tempo de casa, extensão temporária do plano de saúde e verba de apoio para recolocação no mercado.
As ações do Nubank sobem 3,2% na Bolsa de Nova York nesta quarta-feira, a US$ 7,36. A empresa vale US$ 34 bilhões.
Capital - O Globo