A cirurgia a que o Papa Francisco, de 86 anos, foi submetido nesta quarta-feira durou três horas e terminou "sem complicações", disse o Vaticano. O Pontífice deve passar "vários dias" internado na Policlínica Gemelli, em Roma, para se recuperar do procedimento, que reparou uma hérnia na sua parede abdominal — a segunda operação em seu abdômen em pouco menos de dois anos.
A saúde do Papa há anos é motivo de preocupações, e a internação atual é a segunda desde o fim de março, quando passou três dias hospitalizado devido a uma pneumonia aguda. Cirurgias de hérnias geralmente não são feitas de forma emergencial, mas o Papa sentiu fortes dores no abdômen na terça-feira, que o fizeram recorrer ao Fundo de Assistência Sanitária, a clínica médica localizada dentro do Vaticano.
Ele foi levado às pressas para a Gemelli — conhecida como clínica dos Papas, ela tem uma ala no 10º andar dedicada exclusivamente aos ocupantes do Trono de São Pedro —, onde uma tomografia confirmou que o problema poderia ser mais grave. Ele ficou cerca de 30 minutos no centro médico, e na manhã desta quarta chegou a rezar a tradicional audiência geral na Praça de São Pedro, mas retornou ao hospital logo depois para a cirurgia.
O Pontífice foi diagnosticado com laparocele, ou seja, uma hérnia incisional. Ela acontece quando pacientes, após um procedimento cirúrgico abdominal, desenvolvem uma hérnia no local da cicatriz. Para corrigi-la, foi realizado um procedimento chamado de laparotomia, ou cirurgia de barriga aberta.
Omédico fez uma incisão no local da hérnia, buscando movê-la e fechar o orifício indesejado. Haverá também uma subsequente cirurgia plástica da parede abdominal com prótese, recurso geralmente usado para reforçar o local onde houve o fechamento.
O Globo