Mesmo comandando os principais ministérios e bancos públicos, o PT quer aumentar a sua participação no governo. A presidente do partido, deputada Gleisi Hoffman, fez chegar à equipe do presidente Lula a insatisfação da legenda com a demora para a nomeação de correligionários e indicados da sigla para cargos nos conselhos e diretorias de estatais do setor elétrico, um filão bilionário da máquina pública.
O caso está sendo tratado pelos ministros da Casa Civil, Rui Costa, e de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Nas conversas, eles têm afirmado que a alegada demora decorre, entre outras coisas, de entraves burocráticos. A troca de conselheiros, por exemplo, demandaria uma série de procedimentos e não seria feita tão facilmente quanto a substituição de um ocupante de cargo ministerial.
O PT alega que as substituições no setor elétrico são fundamentais para que as políticas públicas do partido sejam implantadas — e também para remover bolsonaristas do setor elétrico. As substituições também rendem frutos pecuniários. No mês passado, Lula indicou a tesoureira do PT, Gleide Andrade de Oliveira, para o cargo de conselheira de Itaipu Binancional. A remuneração mensal é de 37 000 reais.
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