Na BT tem um clima de eterna tensão entre os praticantes de spinning e dança. As salas são vizinhas, no mesmo andar, mas não se misturam.
O spinning no sábado e domingo cada bike é um território isolado. Tem a aluna que grita, uma que no meio da aula tira a blusa (calma, ela fica de top), as que conversam, mas tem uma competição para ver no final quem fica em 1° lugar no ranking, que não mede só a velocidade, mas as metas que o professor passa. Isso deixa algumas as meninas revoltadas, aí começa as arengas e o disse me disse.
O pessoal do spinning não reconhece a dança como esporte e muito menos como cardio. Se um praticante do spinning da BT for para a aula de dança deixa de ser "aceito" na turma, passa a ser segregada. O fato das meninas da dança sairem intactas revolta a turma que fica acabada na bike. Até os professores não se misturam.
Naquela academia vizinha ao Nordestão, podem anotar, vai ter a briga das garrafas térmicas. As meninas deixam as garrafas marcando o lugar da dança. Tem um lugar que é tão marcado que é conhecido como o "buraco da doutora". Ela pediu o usucapião do lugar, ninguém pode ter o atrevimento de chegar perto. Isso gera o ódio mortal feminino.
Muita gente pede que eu fale de outras academias, fica difícil, porque aí passaria meu dia apenas focado no mundo fit. Só entra nos contos quem fizer matrícula na BT Tirol ou naquela academia vizinho ao Nordestão. Se tiver a matrícula nas duas, ganha status.
Próxima semana prometi as minhas colegas fazer yoga 🧘 , quero uma vida zen e me preparar para a terceira idade.