O depoimento do ex-ministro do GSI, Gonçalves Dias, vai abrir uma semana cheia na CPI do MST. A comissão quer saber se relatórios da Agência Brasileira de Inteligência continuaram a ser produzidos durante o governo Lula.
“Destaca-se que a ABIN vem, desde 2009, monitorando ações do MST no território nacional, com o envio de relatórios periódicos de inteligência sobre as atividades do MST que são encaminhados, primeiramente, ao ministro do Gabinete de Segurança Institucional para, em seguida, serem remetidos ao Presidente da República”, escreveu o relator da CPI, Ricardo Salles, no requerimento que pede a convocação de GDias.
“Ocorre que, a partir de 01 de janeiro de 2023, as invasões de terra no Brasil alcançaram nível recorde, conforme divulgado nos principais veículos de comunicação do País e, assim, urge a necessidade de termos conhecimento das atividades de inteligência desempenhadas pela ABIN”, seguiu.
Gonçalves Dias chegou a pedir um habeas corpus no STF para não comparecer à Comissão nesta terça-feira. O pedido foi negado pelo ministro André Mendonça, que autorizou, porém, o ex-chefe do GSI a ficar em silêncio no caso de “perguntas cujas respostas possam resultar em prejuízo ao depoente” e ir à Câmara com advogados.
Na quarta-feira, a CPI deve ouvir integrantes da Controladoria-Geral da União e Tribunal de Contas da União. O TCU já constatou supostas irregularidades em processos de Reforma Agrária e elencou a forma correta de proceder na distribuição de terras. No mesmo dia, a Comissão pode escutar o secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite.
A semana na CPI deve se encerrar na quinta-feira com o depoimento de José Rainha, antigo líder do MST, que atualmente milita na Frente Nacional de Lutas Campo e Cidade. Rainha é acusado de extorsão de assentados no Pontal de Paranapanema, onde ocorreu em maio uma diligência do colegiado.
Radar - VEJA