O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, foi irônico ao se negar a revelar o modelo que a estatal usa para calcular o preço dos combustíveis vendidos nas refinarias. Ele usou como exemplo a rede de fast food McDonald’s. A notícia é d'O Antagonista.
Segundo Prates, ele não pode revelar a fórmula da mesma forma que o McDonald’s guarda segredo sobre o custo de produção dos sanduíches. “Por caso, alguém pergunta ao McDonald’s quanto custa a alface, o tomate, a carne, o pão, como fez? Ele faz o preço dele. Qualquer preço é feito assim”, ironizou.
A declaração foi dada nesta quarta-feira (16) durante audiência pública conjunta das Comissões de Serviços de Infraestrutura e de Desenvolvimento Regional do Senado. Antes, Prates já havia defendido que a estatal tenha a própria política de preços e classificou a política de paridade de importação (PPI) como uma “estupidez”.
Na terça-feira (15), a Petrobras anunciou aumento de 16,27% no preço da gasolina e de 25,82% no diesel nas refinarias. Com isso, o preço médio passou a ser de R$ 2,93 por litro para a gasolina e de R$ 3,80 para o diesel nas distribuidoras nesta quarta-feira.
O reajuste ocorreu após uma série de críticas sobre o descolamento da política de preços da Petrobras em relação ao mercado internacional. A estatal está praticando valores abaixo da conjuntura externa. O valor cobrado estava defasado em mais de 20% em relação ao mercado internacional.
Em maio, após pressão do presidente Lula, a Petrobras criou uma nova política comercial que leva em conta os custos internos de produção, os preços dos concorrentes em diferentes mercados no país e as parcelas de combustíveis produzidas no país ou compradas no exterior. Em 2016, durante o governo do ex-presidente Michel Temer, foi adotada a paridade de importação baseada nos preços internacionais.