O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) autorizou 20 dias de férias para o promotor Walber Luís Silva do Nascimento, que comparou a advogada Catharina Estrella Ballut a uma “cadela”. A decisão foi publicada na edição de quinta-feira (21) do Diário Oficial do MP-AM.
A notícia é da CNN Brasil. Na última segunda-feira (18), o corregedor nacional do Ministério Público, Oswaldo D’Albuquerque, determinou o afastamento cautelar do promotor. O corregedor nacional ainda solicitou que a Procuradoria-Geral de Justiça não o mande para sessões plenários e audiências judiciais.
O CASO
No último dia 13, durante sessão, a advogada prontamente protestou, dirigindo-se ao juiz em busca de intervenção. No entanto, a gravação do momento foi interrompida, impedindo a captação da fala do magistrado.
Segundo Catharina, o juiz pediu que a advogada e o promotor tivessem ‘hombridade’ e se tratassem bem. ‘Aí ele continua e faz novamente a referência de que seria uma ofensa à cadela se comparada a mim’, acrescenta a advogada.
“O juiz nada fez e eu não me manifestei no momento. Ele foi extremamente omisso. O CNJ [Conselho Nacional de Justiça] tem um protocolo de gênero. Ele não podia ter deixado aquilo acontecer. Ele deveria ter advertido o promotor de justiça”, argumentou Catharina em relação à postura do juiz que presidia o julgamento.