Depois de virar filme, série, documentário, o caso da Boate Kiss parece ser aquela história sem fim do Brasil. Hoje (5), a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a anulação do júri que condenou os quatro acusados pela tragédia da Boate Kiss, Rio Grande do Sul, em 2013, que deixou 242 mortos e mais de 600 feridos. O júri foi anulado, em 2022, pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
Os ministros analisaram recurso do Ministério Público do Rio do Grande do Sul (MPRS) contra a decisão, mas, por 4 a 1, consideraram o júri nulo, devido a reunião secreta realizada pelo juiz com os jurados, sem a presença de advogados ou do Ministério Público.
O relator do caso, ministro Rogerio Schietti Cruz, votou para dar provimento ao recurso do MPRS e restabelecer a decisão do júri. Schietti votou pela prisão imediata de quatro condenados. No entanto, nesse quesito da anulação, ele foi voto vencido. Agora, um novo júri deve ser convocado.
“Justiça demorada. Isso já era para estar julgado há muito tempo. Isso já é uma forma de injustiça. A decisão é para que um novo júri ocorra e o Ministério Público estará esperando que a condenação novamente venha”, afirmou o procurador-geral de Justiça do MPRS, Alexandre Saltz, após a decisão.