O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, vai propor ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que o governo Lula troque a MP da reoneração da folha por um pacote de corte de gastos, seja em parte ou na íntegra.
Essa foi uma das ideias discutidas com líderes de bancadas no Senado nesta terça-feira. Outras serão apresentadas a Haddad. É grande o sentimento de rejeição à medida provisória, chamada de “prorrogação do veto” derrubado pelo Congresso e “afronta” ao Legislativo.
A sugestão partiu de Pacheco. Desta forma, a MP seria parcial ou integralmente devolvida, a desoneração da folha poderia ser preservada e o seu efeito sobre a arrecadação, compensado pelo enxugamento da máquina pública.
A orientação no Palácio do Planalto aos líderes do governo no Senado é “sentar e negociar”, segundo Jaques Wagner (PT-BA). Haddad está de férias até 15 de janeiro, mas não descarta a possibilidade de viajar a Brasília nesta quarta-feira para conversar com Pacheco.
“Precisamos ter compromisso de sermos criativos na busca de arrecadações que sejam sustentáveis, e que é uma busca, também, da racionalidade de gastos públicos, o corte de gastos supérfluos, o tamanho do Estado brasileiro”, afirmou Pacheco a jornalistas depois da reunião com líderes do Senado na manhã da terça.
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