O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), deve jogar para fevereiro qualquer definição sobre a medida provisória que reonera a folha de pagamentos, colocando em banho-maria os planos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de fechar um acordo em torno do tema. Lira, segundo interlocutores ouvidos pela CNN, ficou incomodado com o tratamento dado pelo governo à Câmara e, ao menos até segunda ordem, não pretende tomar decisão alguma antes do fim do recesso.
A notícia é da CNN Brasil. Lira, que está em recesso em Alagoas, decidiu retornar a Brasília para se reunir pessoalmente com Haddad, informou mais cedo a âncora da CNN Tainá Falcão. A decisão vem após o parlamentar saber pela imprensa dos planos do ministro da Fazenda de procurá-lo para uma conversa, informação veiculada originalmente pela Coluna do Estadão e confirmada pela CNN.
O presidente da Câmara, entretanto, chegará para o encontro contrariado. Nos bastidores, Lira já vinha acumulando descontentamentos, tanto em relação ao veto do presidente Lula à desoneração da folha quanto ao envio da medida provisória revertendo a decisão do Congresso.
No momento, ele tem indicado que não dará seguimento às conversas de um acordo sem antes ouvir o colégio de líderes da Casa.