Valdemar Costa Neto iniciou uma nova estratégia de comunicação. O cacique do PL anunciou nesta terça que vai responder, semanalmente, comentários que recebe nas redes sociais.
“Me criticaram porque eu disse que o atual mandatário (Lula) era popular no passado, mas não chega aos pés do que o Bolsonaro representa”, disse Costa Neto, em vídeo publicado no X.
Valdemar disse ainda que antes do ex-presidente não havia movimento político à direita no Brasil e citou alianças da “velha política”, como “o Maluf e o Haddad unidos”, ou o “comunista” Roberto Freire em “candidaturas de centro-direita” e “José de Alencar, um político mais liberal, se aliou ao Lula para contrapor o governo do FHC”.
O vídeo ocorre após o desgaste provocado por uma entrevista de Valdemar, ao jornal do interior de São Paulo, O Diário de Mogi, em que elogia Lula. Bolsonaro respondeu dizendo a apoiadores que o presidente do PL iria “implodir” o partido com declarações “patéticas”. O próprio Costa Neto admite, no vídeo recém publicado, a intenção de se desassociar do petista e afaga o ex-presidente.
“O PL escolheu o presidente Bolsonaro e isso é irreversível, mas o que me deixou muito feliz, foi o fato do presidente Bolsonaro ter me escolhido também porque isso mudou a vida do PL”.
Interlocutores de Bolsonaro relataram que, após a repercussão da entrevista de Valdemar, haveriam mudanças abruptas na comunicação do presidente do PL.
Radar - VEJA