O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, manteve o sigilo de um relatório produzido pela Abin que tenta ligá-lo ao grupo criminoso PCC. O documento foi citado 3 vezes na decisão que baseou uma operação de busca e apreensão contra o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).
A notícia é do Poder 360 e foi alvo de comentário no Jornal das 6 (assista no link acima). No despacho do ministro, o arquivo nomeado como “Prévia Nini.docx” é descrito como um documento que tenta “associar deputados federais, bem como o excelentíssimo relator Alexandre de Moraes e outros congressistas, à organização criminosa PCC” .
O ministro Gilmar Mendes também teria sido citado no documento em questão , segundo a investigação da Polícia Federal apresentada por Moraes. Esse arquivo teria sido produzido por membros de uma operação da Abin chamada de “Portaria 157”, composta por 5 funcionários da agência de 2019 a 2021.
Segundo o ministro Alexandre de Moraes, a atuação desse grupo “caracteriza outra evidência de instrumentalização da Abin”. Ela teria como objetivo a obtenção de ONG “conforme entendimento da Abin” eventualmente vinculada ao PCC. “As ações realizadas foram políticas de grave ordem” , escreveu o ministro.