O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 1ª Promotoria de Justiça junto à 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, obteve a condenação de Alan Amorim Oliveira, no Tribunal do Júri. A notícia é da coluna Na Mira, do Metrópoles.
Alan foi condenado a 28 anos e seis meses de reclusão por ter executado dois homens. Cometido em maio de 2022, o duplo homicídio foi motivado por desentendimentos em razão de esquema de pirâmide financeira comandado por Alan.
As vítimas Jaeder e Carlos atuavam como captadores de recursos para o esquema de pirâmide financeira, que era travestida de fundo de investimentos de Alan. Após atraso dos repasses dos valores, Jaeder e Carlos desconfiaram da consistência do fundo e demonstraram vontade de deixar o investimento.
Alan atraiu as vítimas até sua chácara em Tinguá, lugar ermo e sem testemunhas, onde surpreendeu as vítimas, sem qualquer chance de defesa, efetuando vários disparos de arma de fogo contra os homens, que morreram no local. A condenação foi formalizada na quarta-feira (9/10).
Alan está preso desde julho de 2022 em razão da denúncia oferecida pelo MPRJ. “As vítimas vieram a óbito em decorrência da ação criminosa descrita na exordial acusatória, devido a ferimentos no crânio e tórax, produzidos ação pérfurocontundente (projéteis de arma de fogo), tudo de acordo com os laudos de exame de necropsia acostado aos autos”, diz a denúncia.