Abordagem a servidores efetivos, mas principalmente, cargos comissionados. Pedidos de voto, solicitação de presença em eventos eleitorais, inclusive, com ameaças de exoneração. Quem passa em frente a Procudoria-Geral Eleitoral, pensa até que o órgão é um comitê de campanha.
Essa é a situação atual da PGE, comandada pelo político Antenor Roberto e que foi denunciada não só ao Blog, mas também a Corregedoria do próprio órgão. A situação é tão grave que o corregedor-geral da PGE, Renan Aguiar de Garcia Maia precisou tomar uma atitude drástica.
Renan Maia, que também é procurador, enviou um ofício para o procurador-geral, Antenor Roberto, alertando que a atitude dele pode caracterizar assédio eleitoral. Por isso, recomenda cessar abordagens de natureza eleitoral aos servidores do órgão.
"Vossa Excelência ocupa posição de superioridade hierárquica em relação a tais servidores e colaboradores, é inevitável que um pedido de apoio eleitoral partindo de Vossa Excelência cause uma pressão indevida a quem o recebe, configurando situação de constrangimento que pode caracterizar o assédio eleitoral, fazendo com que o servidor/colaborador se sinta compelido a votar no(a) candidato(a) indicado(a) por Vossa Excelência", diz a mensagem enviada a Antenor Roberto, da qual o Blog teve acesso com exclusividade.
De acordo com fontes ouvidas pelo Blog, apesar das abordagens terem sido feitas a cargos efetivos, elas são mais fortes e ameaçadoras aos cargo comissionados. Lembrando que foi o próprio Antenor Roberto quem escolheu os assessores que trabalham direto com os procuradores. "Nos convites para eventos eleitorais de candidatos apoiados pelo Governo, feitos aos comissionados, é até destacado que quem nomeia e exonera é a governadora", cita uma das fontes ouvidas.