Uma das ações judiciais mais polêmicas do mundo teve um primeiro desfecho nesta semana. O juiz Richard Boulware emitiu nesta terça-feira uma aprovação preliminar aos novos termos de acordo alcançados entre o UFC e um grupo de lutadores, para encerrar um processo antitruste contra a organização americana de MMA.
Sob o novo acordo, o Ultimate terá de pagar US$ 375 milhões (cerca de R$ 2,1 bilhões); o valor líquido que chegará aos lutadores ainda dependerá da dedução das taxas referentes ao caso.
O processo foi iniciado em 2014 pelo lutador chinês Cung Le, em parceria com outros veteranos como Nate Quarry, Jon Fitch, Kyle Kingsbury e Brandon Vera. A ação alega que o UFC mantinha poder de monopsônio (estrutura em que apenas um comprador controla o mercado), e que o obteve através de contratos exclusivos, coerção e aquisições que eliminaram potenciais concorrentes.
Em 10 anos, diversos documentos internos do UFC foram revelados pelo processo, que recebeu certificação de ação coletiva no ano passado e chegou a ter uma data marcada para julgamento. Um acordo inicial de US$ 335 milhões (R$ 1,666 bilhão na cotação da época) foi acertado em março, mas foi rejeitado pelo juiz.
O novo acordo foi defendido por cartas produzidas por mais de 150 lutadores dentre os cerca de 1.200 atletas que estão contemplados pelo caso, incluindo declarações de Wanderlei Silva, Lyoto Machida e Fabricio Werdum. O juiz Boulware afirmou, segundo veículos da mídia especializada dos EUA, que as cartas foram parte significativa da decisão de aprovar o acordo.