No debate da InterPT Cabugi, apareceu um Carlos Eduardo Alves Cabeção desconectado da sua própria realidade. Ele não é acostumado a ser confrontado, como há décadas não trabalha, só quando esteve com cargos políticos, Carlos tem muitas dificuldades no trato com as pessoas.
Fazia caretas, chegou a interromper Paulinho e Natália que estavam debatendo, parecia irritado, desconfortável, fora de foco.
Carlos deve ter sido um menino muito mimado. Talvez até pelo excesso de poder da família, usaram a política como corrimão de sobrevivência. Acostumado a mandar, debater ou ser questionado, acaba sendo desconfortável.
Com a idade, Carlos passou a ficar mais parecido com o primo Henrique, hoje seu mentor político e principal articulador. Henrique sempre foi conhecido como Henriquinho, uma mistura do nome, com o ser rico e o diminutivo com uma conotação de mimado.
Henrique achava que era o dono do RN, a truculência era sua principal bandeira, carregado de ódio e gostava de perseguir. Agora que é filósofo, fala em amor e perdão.
A desconexão com o mundo real, fizeram os primos, hoje sem profissão, se aproximarem em busca da retomada do poder.
Os trejeitos de Carlos, a impaciência, o desconforto, fizeram dele uma caricatura no debate, bem distante daquele candidato que iria ganhar as eleições no 1° turno de forma fácil.