A 19ª reunião de cúpula do G20 e o Dia da Consciência Negra jogam contra o esperado anúncio do governo federal sobre a revisão dos gastos públicos no Orçamento da União.
A notícia é do Metrópoles. Setores do mercado financeiro cobram o corte de gastos do governo Lula desde o fim das eleições municipais. Mas o evento no qual o Brasil receberá chefes de Estado ocupará os primeiros dois dias da semana e a expectativa é de que a divulgação das medidas não saia antes da próxima quarta-feira (20/11).
Com as principais autoridades brasileiras focadas na agenda da cúpula do G20, que ocorre nesta segunda (18/11) e terça (19/11) no Rio de Janeiro, e encerra a passagem do Brasil pela presidência do grupo, o corte de gastos deve ficar em segundo plano.
Isso porque um dos principais nomes por trás das negociações na Esplanada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estará no evento. Ele ainda participa de reuniões bilaterais com integrantes do Grupo dos Vinte — que reúne as 20 maiores economias do mundo.
Além da cúpula do G20, outros compromissos vão postergar o anúncio dos cortes: Dia da Consciência Negra e a vinda do presidente chinês, Xi Jinping, à capital federal. Celebrado em âmbito nacional pela primeira vez, o feriado cai nesta quarta-feira. No mesmo dia, o presidente Lula recebe o líder chinês em Brasília (DF). A visita de Estado ocorrerá no Palácio da Alvorada.