Por causa do impasse nas negociações por um cessar-fogo em Gaza, autoridades cataris teriam dito aos líderes políticos do grupo terrorista Hamas que eles não são mais bem-vindos no país, afirmou o jornal americano New York Times citando funcionários israelenses e americanos. Segundo um dos funcionários, o governo catari teria decidido fechar o escritório político do grupo na capital, Doha, afirmando que “não serve mais a seu propósito”.
A notícia é do G1. Uma autoridade graduada do Hamas, porém, disse à agência de notícias France Presse que o grupo não havia recebido nenhuma notificação para sair de Doha.
— Não temos nada a confirmar ou negar com relação ao que foi publicado (.) e não recebemos nenhum pedido para deixar o Catar — disse o funcionário do Hamas à AFP.
A medida anunciada por Doha parece ser uma tentativa de aumentar a pressão sobre o grupo palestino e Israel para que cheguem a um acordo que também permita a libertação dos remanescentes 101 reféns em Gaza, dezenas deles estimados como mortos. Mas não ficou claro se o país cumprirá imediatamente a expulsão, caso confirmada, do Hamas ou por quanto tempo ela duraria.