Sem uma política de corte de gastos considerada satisfatória pelo mercado financeiro, sobrou apenas para o Banco Central a hercúlea tarefa de garantir a estabilidade da economia.
A análise é do economista-chefe do Goldman Sachs para a América Latina, Alberto Ramos. “A única âncora de estabilidade no sistema é a política monetária, mas é quase uma missão impossível”, diz ao Radar Econômico.
No cenário ideal, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acordaria para a urgência de se reduzir despesas efetivamente, segundo o economista. Na ausência dessa guinada contracionista por parte do governo federal, cresce a necessidade de apertos na taxa de juros pelo BC. “Ter aumentado a Selic em 1 ponto percentual é uma sinalização muito importante”, diz Ramos. “Com isso, acelerando o ritmo agora, talvez o BC possa subir menos mais pra frente”.
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