Enquanto o governo alega estar com queda de recursos e fazendo malabarismo para pagar servidores e fornecedores, parece que Agência de Fomento do RN (AGN) vive em uma realidade paralela.
Segundo matéria da Tribuna do Norte, a AGN está convocando uma assembleia de acionista para às 10 horas desta terça-feira (6).
A pauta? Criação de mais uma diretoria a um custo anual de R$ 424 mil, inclusive deliberar alteração do Estatuto Social, conforme matéria já aprovada pelo Conselho de Administração. E tem mais: o cargo de diretor que querem criar tem vencimento mensal de R$ 32,6 mil.
Isso mesmo. A Agência quer aumentar despesas para o contribuinte potiguar pagar.
A artimanha da Agência comandada por Márcia Maia pegou de surpresa presidentes de instituições aconistas da AGN.
O presidente da Faern, José Álvares Vieira, afirmou ser “absolutamente contra a criação dessa nova diretoria pela Agência de Fomento do RN”.
Já o presidente da Fiern, Roberto Serquiz, disse que a Federação “é contrária à criação da nova diretoria” e que “não vê como justificar a criação de uma diretoria de negócio, levando-se em conta que mais de 95% das operações de financiamento da AGN são de microcréditos”.
Mais grave ainda foi a revelação do presidente do Sinditur-RN, Francisco Câmara Júnior. Ele disse que a entidade “não foi consultada”, bem como “desconhece, inclusive, o proposito” da nova Diretoria de Desenvolvimento, Estratégias e Negócios dentro da estrutura da AGN, que se soma a outras três diretorias – a Presidência, a Administrativa-Financeira e Operacional.