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Para acionista da AGN nova diretoria terá serviço político

Com votos contrários dos acionistas minoritários, Agência de Fomento do Rio Grande do Norte S.A (AGN) aprovou em assembleia geral extraordinária, na manhã da terça-feira (6), a criação de mais uma diretoria a um custo anual de R$ 424 mil. O Governo do Estado, que possui 98,6% das ações, fez valer sua decisão e aprovou o novo cargo.

A AGN tem um capital social em torno de R$ 50 milhões. O recomendado por lei é só aplicar R$ 25 milhões e R$ 25 ficam para garantia, exatamente, das operações em caso de inadimplência. Desse volume são aplicados entre 95 e 98% para financiamento de pequenos negócios e microempresas o empreendedor individual, o chamado MEI, que são operações de no máximo R$ 20 mil.

O que sobra, em tese, o maior volume de dinheiro que pode ser emprestado, é o equivalente a 10% a 1% do capital, que no caso seria R$ 500 mil, não podendo emprestar mais do que R$ 500 mil reais a um único cliente. Ou seja, o equivalente ao custo anual da nova diretoria.

Segundo o próprio edital da AGE entre salários e encargos, e no caso com o 13 salários, mais férias proporcional, o novo diretor vai ganhar quase R$ 500 mil, praticamente o valor dos recursos que vai ter que captar e operar.

O presidente da Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (Faern), José Álvares Vieira, disse que “mais uma vez o Governo do Estado, que se diz afeito ao diálogo, não ouviu o que os acionistas minoritários ponderaram, aprovando a criação de uma diretoria na Agência de Fomento do Rio Grande do Norte S.A (AGN) a um custo anual de R$ 424 mil”.

Na análise da Faern, a criação de mais uma diretoria na AGN “visa atender a interesses estritamente políticos, o que fragiliza a instituição como um todo”.

Para Veira, a nova diretoria “representa um aumento de custo desnecessário, que poderia ser revertido em uma série de ações de modernização, tais como a criação de um quadro próprio por meio de um processo seletivo de mercado”.

Veira defende a elaboração de um planejamento estratégico, com a diminuição de custos administrativos; investimentos tecnológicos que ajudem a aumentar a eficiência e a eficácia da agência. O dirigente da Faern ainda propõe a busca por novos fundos para financiamento e a diminuição da dependência do Estado.

O presidente da Fiern, Roberto Serquiz, lamentou a decisão de se criar uma nova diretoria da Agência de Fomento do RN: “A criação da Diretoria de Desenvolvimento, Estratégias e Negócios da AGN é uma iniciativa lamentável e desnecessária, sacrificando recursos que deveriam ser aplicados no microcrédito, objetivo prioritário da AGN, e prejudicando sua própria sustentabilidade”.

Tribuna do Norte

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