O ex-comandante do Exército Marco Antônio Freire Gomes disse à Polícia Federal (PF) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou, em reunião com comandantes das Forças Armadas, hipóteses de “utilização de institutos jurídicos”, como Garantia da Lei e da Ordem (GLO), Estado de Defesa ou Estado de Sítio em relação ao resultado das eleições presidenciais de 2022, que elegeram Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao ser questionado sobre as reuniões, Freire Gomes respondeu que se recorda de ter participado de reuniões no Palácio do Alvorada, após as eleições, em que Bolsonaro apresentou “hipóteses de utilização de institutos jurídicos como GLO, Estado de Defesa e de sítio em relação ao processo eleitoral”.
Segundo o ex-comandante, ele “sempre” teria deixado claro ao então presidente que o Exército não participaria da implementação desses mecanismos com o foco de reverter o processo eleitoral.
Freire Gomes fala de “minuta do golpe”
Em outra parte do depoimento à PF, que durou cerca de sete horas, Freire Gomes afirmou que esteve no Palácio do Alvorada, em 7 de dezembro de 2022, para participar de uma reunião com Bolsonaro. O militar disse que, a princípio, não sabia o tema da reunião, que ocorreu na biblioteca.
Metrópoles.