No cenário contemporâneo, a inovação se estabelece como um pilar fundamental para impulsionar diversos setores econômicos. Nesse sentido, criadores, produtores, empresários e toda a governança do agro potiguar lançaram, na terça-feira (19), o Plano de Intervenção Estratégico do Ecossistema Local de Inovação Agro (ELI Agro), com o objetivo de incentivar a cadeia produtiva e desenvolver novos projetos. Desta forma, foi criado o Hub do agronegócio potiguar para pensar estratégias de inovação voltadas para a união do setor. A estimativa do Sebrae-RN é que aproximadamente 10 mil produtores rurais e empresas do segmento sejam impactadas.
A gerente da unidade de Desenvolvimento Rural do Sebrae-RN, Mona Nóbrega, diz que o projeto vai estabelecer um ecossistema com bases tecnológicas, integrando agronegócio e agricultura familiar. “Esse é resultado de um trabalho de quatro meses, juntando esse ecossistema que envolve Sebrae, Senar, Faern, universidades, Escola Agrícola de Jundiaí, startups, reunimos todos e eles têm um objetivo em comum, que é implementar ações inovadoras na cadeia produtiva do agronegócio do Estado, tentando captar recursos, trazendo parceiros, tecnologia, mecanização e inovação”, comenta.
A governança do plano foi estabelecida no evento de lançamento, que ocorreu na sede da Associação Norte-Rio-Grandense de Criadores do Rio Grande do Norte (Anorc), no Parque Aristóteles Fernandes, e definiu, por exemplo, a criação dos ‘Smart Farm Labs’, que são espaços para desenvolver tecnologias. “Queremos transformar esse parque, que está sendo utilizado mais para exposição agropecuária, para que a gente transforme ele num grande campo experimental para validar ideias de negócio, prototipar novas soluções, trazer estudantes aqui para dentro”, destaca Mona Nóbrega.
Entre as instituições envolvidas estão Sebrae, Banco do Nordeste, Engetec, Faern Senar, Anorc, SWSA e V&Vagro. O diretor-superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, diz que se surpreendeu positivamente com a adesão ao projeto. “Acho que estamos dando um passo importantíssimo, ampliando uma área importante que é o agronegócio e temos diversas experiências exitosas. Pouca gente sabe, mas temos mais de 35 mil animais bovinos, como resultado do nosso projeto de melhoramento genético, então a inovação é sempre muito bem-vinda”, pontua.
O presidente do Sistema Senar/Faern, José Vieira, diz que a tecnologia é crucial para desenvolver a agricultura potiguar. “O RN não pode ficar para trás, então o próprio Sebrae e Senar estão capitaneando esses grupos para captar as demandas do setor, startups, precisamos entender as necessidades específicas dele e esse ecossistema de inovação local é justamente para isso, para nós podermos alavancar cada vez mais a tecnologia e a inovação dentro do agro. Vamos mostrar todo o potencial que esse sistema tem”, ressalta.
Além de estruturar o hub, o ELI Agro pretende desenvolver programas de inovação nas cadeias produtivas – integrando o Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) e produtores por meio de um circuito tecnológico, identificando dores e inovações a partir dos agentes de campo das diversas instituições envolvidas. O projeto também visa o desenvolvimento de uma política pública de fomento à regularização facilitada e simplificada para a legalização dos negócios do setor, além da estruturação de um fundo estadual de fomento para soluções inovadoras, ampliando e facilitando o acesso ao crédito.
Os setores prioritários para a iniciativa são os da agricultura, pecuária, aquicultura, pesca e produção florestal, que serão contemplados com ações táticas operacionais, como capacitação em cooperativismo e associativismo no campo, apoio à comercialização, fomento e incentivo ao turismo rural, programas de mentoria, desenvolvimento de lideranças, negócios e técnicas, capacitação a fim de aumentar a taxa de aprovação dos projetos nos bancos, entre outros.
Tribuna do Norte