A Polícia Federal investiga se o Comando Vermelho corrompeu policiais locais (do Rio Grande do Norte e da região), para manter livres os fugitivos do presídio federal de Mossoró, Deibson Cabral Tatu e Rogério Mendonça Martelo. A situação foi noticiada pelo Metrópoles e duramente criticado no Jornal das 6, da 96 fm.
Segundo policiais envolvidos na operação, um dos principais pontos de desconfiança parte dos policiais federais e rodoviários federais em relação a integrantes das polícias locais. Eles acreditam que possa ter havido, nas primeiras horas da fuga, uma inércia proposital por alguns policiais militares em Mossoró, para que os dois fugissem com mais liberdade. PFs e PRFs só chegariam bem depois a Mossoró para atuar nas buscas, quando o Ministério da Justiça determinou a entrada das duas corporações nos esforços para recaptura.
Essas primeiras horas podem ter sido estratégicas para Cabral e Mendonça se distanciarem do presídio com rapidez, com pouca chance de serem abordados.
Além disso, no decorrer dos dias, também houve alguns episódios de falta de comunicação entre as forças federais e a PM local que levantaram a suspeita dos primeiros.