“A cidade do Natal, capital do Rio Grande do Norte, está diante de uma urgência transformadora no que diz respeito à sua mobilidade urbana. Com uma população que reconhece a bicicleta como meio de transporte, a cidade possui aproximadamente 77 mil unidades de bicicletas, segundo dados do Journal of Sustainable Urban Mobility de março de 2021, resultando em uma média estimada de 56 mil viagens diárias, a continuidade de implementação das estruturas cicloviárias, composta por ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, emerge como uma necessidade de política pública permanente, e essa transformação não apenas se alinha com os princípios da Política Nacional de Mobilidade Urbana, através da Lei Nacional da Mobilidade Urbana, mas também promove o direito à cidade, transformando o ambiente urbano de forma mais justa e sustentável”, a declaração é do arquiteto e diretor de Engenharia de Trânsito da STTU, Carlos Milhor – coordenador da Escola Bike Anjo (EBA) – que acontece mensalmente na Praça Pedro Velho, em Petrópolis.
A EBA tem o objetivo de incentivar as pessoas a prática da cultura do pedal. A escola é formada por um grupo de cicloativistas que oferece aulas gratuitas sobre a forma correta de pedalar, o uso dos acessórios, ciclovias, entre outras dicas.
O projeto é uma realização da Prefeitura do Natal, por meio da parceria com a Secretaria de Mobilidade Urbana, Secretaria de Esporte e Lazer, Bike Anjo e a Associação dos Ciclistas do Rio Grande do Norte (ACIRN) e que acontece dentro da proposta Rua Aberta executada na Trairi.
A Rua Aberta incentiva as pessoas a ocuparem o espaço público, moldando a cidade em uma espécie de construção coletiva para se sentirem convidados a explorar novas possibilidades de vivências. O projeto recebe também caminhantes, corredores, sketistas, pessoas com patins e patinetes.
“Não se trata apenas da conquista de mais um espaço de convivência, mais uma possibilidade de tornar a cidade mais humana, aberta, compartilhada e boa para se viver”, destaca o arquiteto Carlos Milhor.
De acordo com Milhor, “o atual cenário de mudanças climáticas exige ações concretas dos gestores públicos. Investir em modais ativos, como caminhar e pedalar, não apenas melhora a qualidade de vida, mas também contribui para a redução das emissões de poluentes. A acessibilidade de calçadas promovendo segurança, a arborização promovendo sombreamento nas calçadas e a expansão de ciclovias são medidas eficazes no combate ao aquecimento global.”