Além de Fernandinho Beira-Mar, outros 22 presos do presídio federal de Mossoró foram transferidos para outras penitenciárias federais do Brasil. As transferências ocorreram duas semanas depois do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, informar que o presídio mossoroense era "novamente seguro".
De acordo com informações de integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a transferência dos 25 presos é uma atividade de "rotina". O país tem cinco presídios federais, que são consideradas prisões de segurança máxima — além de Mossoró, há unidades em Brasília (DF), Catanduvas (PR), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO).
A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) informou que o rodízio periódico de presos tem "a finalidade de garantir o enfraquecimento das lideranças do crime organizado".
"Ressalta-se que o remanejamento de presos no âmbito do Sistema Penitenciário Federal é medida importante para seu perfeito funcionamento, pois visa impedir articulações das organizações criminosas dentro dos estabelecimentos de segurança máxima, além de enfraquecer e dificultar vínculos nas regiões onde se encontram as Penitenciárias Federais", disse a Secretaria.