O setor de seguros alcançou crescimento de 9% em 2023 no Brasil com um acumulado de R$ 388,03 bilhões de arrecadação, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). No Rio Grande do Norte, de acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), o mercado apresentou expansão de 6,8%, com um montante que saiu de R$ 2,11 bilhões em 2022 para R$ 2,36 bilhões no ano passado. A professora Olga Guedes, de 29 anos, não abre mão da proteção financeira de forma alguma. Em janeiro de 2023, a moto e outros pertences dela foram levados durante um assalto. Além do susto, Olga contabilizou um prejuízo financeiro superior aos R$ 16 mil, amenizado pelo seguro do veículo.
“Recebi R$ 15 mil para comprar outra moto”, afirma a professora. O tipo de proteção adquirida por Olga integra a carteira de seguros de automóveis, a que apresentou o segundo maior volume de pagamento em indenizações no RN em 2023: R$ 103,3 milhões, o equivalente a 18,8% do valor total de indenizações. Em primeiro lugar, destacaram-se os produtos de capitalização, com R$ 196,23 milhões em resgates ou sorteios. O valor corresponde a 35,7% do total de indenizações no Estado. Em terceiro lugar, ficaram os produtos de previdência aberta.
Excluindo-se os planos de Vida Gerador de Benefício Livre (VGLB), em 2023 foram resgatados R$ 28,1 milhões em seguros de previdência aberta no Rio Grande do Norte, isto é, 15,7% do valor total de indenizações pagas no Estado. A professora Olga Guedes ressalta que estimula os amigos a adotarem a mesma precaução, de não deixar de lado a proteção financeira. “Acho muito importante [ter um seguro], porque Natal está uma cidade muito violenta. Para todos os meus amigos que têm um veículo eu digo: faça o seguro. Quando menos você esperar, vai precisar”, conta ela, que perdeu a moto enquanto seguia para a zona Norte da capital potiguar no início do ano passado.
“Dois homens me ‘trancaram’, me obrigaram a parar no acostamento e levaram a motocicleta, o celular, computador e outros pertences. Por causa disso, tive até dificuldades em pedir o seguro – precisei fazer um boletim de ocorrência para depois conseguir um computador e falar com a seguradora”, relata.
Olga, que tinha comprado a moto havia nove meses, recorreu à proteção em janeiro, mês do ano em que os pagamentos bateram recorde em 2023 no RN. Foram R$ 61,8 milhões em indenizações, resgates, benefícios e sorteios. O produto responsável pelo referido avanço foi o seguro Automóvel – utilizado pela professora – que pagou R$ 33,2 milhões no mês. Olga, que sempre procurou se prevenir quando o assunto é adquirir um seguro veicular, diz acreditar cada vez mais que é fundamental contar com a proteção.
“Ter um seguro amenizou muito as minhas dores de cabeça diante da ocorrência. No meu caso, acho importantíssimo, porque a moto é muito mais suscetível a acidentes e assaltos. Muitos seguros servem não apenas para situações como a minha, mas cobrem também falha técnica e oferecem serviço de reboque em caso de problemas. Também tem a possibilidade de o cliente utilizar um veículo reserva, quando o carro ou a moto precisam ficar na oficina para reparos”, indica a professora.
Tribuna do Norte