A instabilidade vivida pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, pode ter repercussões para além da política. Quem acompanha atentamente o movimento é o setor automotivo. Costa foi um dos principais fiadores de dois movimentos que agitaram a indústria automotiva no ano passado: a prorrogação dos incentivos para a fábrica da Stellantis em Pernambuco e a entrada da BYD no Brasil para ocupar o parque fabril que era da Ford, na Bahia.
A BYD tem enfrentado dificuldades desde o início de suas operações. Clientes têm relatado problemas na busca por peça e a venda de veículos elétricos no país apresenta trajetória de queda. Para compensar, a empresa decidiu dobrar os investimentos em um momento em que o mercado mundial volta a ficar aquecido para os veículos híbridos.
Radar Econômico - VEJA