Toda eleição no RN é igual desde a década de 60 do século passado, sempre com Alves. Eles chegam pelo voto direto ou acoplados em alguém. Tem uns melhores outros piores, não tem como negar que fizeram alguma coisa pelo estado (são quase 70 anos de poder), mas foi muito pouco, basta olhar como somos atrasados. Não tem como desvincular nossa pobreza da falta de visão da turma. E olhe, o RN é rico em recursos naturais, porém paupérrimo em infraestrutura.
O RN pode ter em dois anos Alves no governo do estado e na prefeitura de Natal, é trágico, independente que sejam pessoas boas. É hora de férias para os Alves, se são tão bons vão empreender, ensinar, clinicar, escrever, construir, mas temos que tentar o novo, sair do passado do atraso.
Até quando chegamos em Natal pelo aeroporto Aluízio Alves, nos barramos com as digitais da família, tudo para atender um capricho do seu filho que na época tinha muito poder na câmara dos deputados. Isso só demonstra como somos um curral da família, servimos para atender a vaidade exacerbada.
A própria Fátima Bezerra que sempre combateu as oligarquias, ao chegar ao poder caminha de mãos dadas com os três ramos políticos da família. Ao ponto que mesmo o PT tendo a patricinha bolivariana Natália Bonavides candidata, Fátima Bezerra tem no coração um carinho enorme por Carlos Eduardo.
As pessoas tem medo do poder da família (sempre foram conhecidos como perseguidores) e se calam por pura covardia. Não podemos ficar acocorados alimentando os Alves e aqueles que pegam carona na oligarquia. Já passou muito do tempo de cortar o cordão umbilical do povo com a família Alves.
Basta de Alves. Precisamos de uma carta de alforria, liberdade. Sair da mão pesada e intimidatória. Por puro capricho ou outros interesses é que Natal foi o gessada no seu crescimento com um plano diretor que atrasou a cidade e consequentemente o estado. Já passamos pela dor do parto, é hora de criar vida e evoluir. Basta de Alves!