As advogadas Rossana Fonseca e Magna Letícia, após alguns dias, se manifestaram sobre o caso envolvendo o presidente afastado da OAB de Mossoró. Na terça-feira (28), foi notícia em todo o Rio Grande do Norte a traição e a agressão praticada por ele contra a esposa.
Por meio de nota, Rossa Fonseca afirmou o seguinte:
"Enfrentamos um momento triste para a advocacia do Rio Grande do Norte e, especialmente, para a de Mossoró, diante do episódio de violência de gênero envolvendo um advogado, então representante de classe, e duas mulheres.
Obviamente que, para não incorrer em posicionamento apressado, aguardei até o dia de hoje para me manifestar, esclarecendo que, como todos sabem, sou absolutamente contra qualquer ato de violência, principalmente quando envolve mulheres, crianças e idosos.
Por isso, às mulheres, minha extrema solidariedade e o desejo de que recebam o acolhimento necessário, tanto jurídico, quanto psicológico, principalmente pela própria OAB.
Ao Presidente afastado, que lhe sejam garantidas a ampla defesa e contraditório, principalmente quanto à suspensão das suas atividades profissionais.
À Presidente em exercício, Diana Paula, minha admiração pelo pronunciamento cuidadoso e imparcial, demonstrando racionalidade e lucidez para enfrentar esse momento de crise.
Externo, por fim, minha preocupação para uma necessária reflexão, não só quanto à atuação preventiva em relação a advogadas e advogados do RN, já que casos como esse vem se repetindo, mas também com a condução e enfrentamento de situações como essa, que não devem ser regidas por interesses políticos, mas com a mais profunda imparcialidade."
Já Magna Letícia, em postagem no Instagram, comentou:
"O que vou dizer quanto ao que aconteceu no grave caso de Mossoró, eu já digo, explicitamente e de forma não personalizada, desde sempre. Qualquer violência praticada contra qualquer pessoa, independentemente de gênero, raça, orientação sexual, tem o meu repúdio.
Contudo, quero esclarecer: nos diversos casos que já houve envolvendo advogados desta seccional (vocês devem lembrar, pois amplamente divulgado como o presente), sempre preferi aguardar, por prudência e respeito, a plena apuração dos fatos por aqueles que devem ter esta incumbência, até por coerência à profissão que abracei que nos dita como regra os princípios da ampla defesa e do contraditório. Com a mesma veemência que repudio qualquer agressão, especialmente a nós mulheres, repudio o uso político destas situações, afinal, não envolvem somente os seus protagonistas, mas suas famílias, não esqueçamos disto.
Por ser assim, nas outras ocasiões, independentemente de serem tais protagonistas próximos ou não, me mantive com esta consciência e coerência. Basta passar um “pente fino” nas minhas redes sociais que são, inclusive, abertas. No mais, espero e confio que a nossa OAB se porte com total imparcialidade na aplicação do seu poder de fiscalização, apuração e possível punição, como deve ser o correto.
O rigor na apuração e na aplicação dos remédios punitivos devem ser os mesmos para quem macular o exercício desta profissão tão nobre. Se foram utilizados de tal forma para um, devem seguir a mesma regra para o outro.
E todos nós, advogados e advogadas, vamos ter a dignidade de não darmos um viés político a situações assim. Posicionamento adequado e firmeza necessária, com respeito necessário. E assim, continuo honrando a bandeira feminina, sem abrir mão do que entendo que deva ser igualmente respeitado. Finalmente, diante da minha trajetória, não só profissional, mas especialmente, de vida, o que regra o que posto, escrevo ou falo, é, tão somente, a minha consciência. E com ela, lhes digo, estou sempre em paz."